Universidade de Oslo · 2025–2029
Qual é o propósito de uma empresa responsável?
Em 2019, a British Academy e 181 diretores executivos americanos afirmaram, com meses de intervalo, que uma empresa existe para servir a sociedade, e não apenas os seus acionistas. O STAKES pergunta quanto valeu essa promessa nos sete países onde é mais difícil de cumprir.
O propósito da empresa é resolver de forma rentável os problemas das pessoas e do planeta, e não lucrar com a criação de problemas.Colin Mayer, Principles for Purposeful Business,
British Academy, Londres, 2019, p. 8
- Financiador
- Research Council of Norway
- Número do projeto
- 353416
- Programa
- FRIPRO Researcher Project for Scientific Renewal
- Duração
- 1 jul 2025 a 29 jun 2029
- Instituição de acolhimento
- Centre for Global Sustainability (GLOBE/SUM), Universidade de Oslo
- Coordenador
- Jason Miklian
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Relatório de projeto · julho 2026
Has Your Company Gone Quiet, or Just Given Up?
Under massive political and geopolitical pressures, companies are quietly stripping the visibility from their social activities. A survey of 400 CSR and ESG executives in both Europe and the USA shows why this silence matters, and what it costs companies now and in the future.
- The finding. A survey of 400 senior executives at large US and European firms operating in high-risk and crisis-affected markets finds the corporate social and environmental agenda intact, but driven underground. Firms are conserving the substance of their commitments while spending down their visibility, mostly under pressure from their own governments.
- The risk. Going quiet may be strategic but it carries long-term costs. Stakeholders cannot distinguish between quiet commitment and quiet retreat, while public visibility no longer reinforces internal accountability. Over time, this low-visibility environment can encourage commitments to gradually and quietly erode.
- The response. Managers should preserve social substance even when its visibility declines, but also build organizational capabilities for incorporating home-government pressures into risk assessments, capture and scale crisis management know-how, and bring younger employees into frontline decision-making as sensors for emerging social and political risks.
Também recente
The Quiet and the Compliant: How Regulation and Polarization Shape Conventional Wisdoms on Corporate Social Engagement in High-risk Settings
European professionals report far higher strategic integration of social impact than their US counterparts, and US professionals overwhelmingly say political polarization hinders their work. That perception does not predict unreported activity, which complicates the quiet CSR story.
A new digital divide? Coder worldviews, the ‘slop economy’, and democracy in the age of AI
A survey of Silicon Valley developers meets the 'slop economy': coders mostly recognise their products' power over democratic life, and face pressures that undermine it anyway.
Os casos
Todos os casos e o seu estado →Bogotá · Meta · Cauca
Um grupo industrial alemão apostou na eletrificação rural depois do acordo de 2016. Depois, as cidades arderam.
Empresas colombianas pagaram a agricultores para abandonarem a coca e contrataram ex-combatentes. Dez anos depois, perguntamos se o dividendo da paz chegou a alguém fora dos mapas dos projetos.
Beirut · Tripoli · Bekaa
Uma farmacêutica francesa fechou um acordo num caso de suborno em 2018. Em 2022 trouxe 13 000 vacinas contra a cólera.
As empresas libanesas estão entretecidas nos partidos e nas seitas que governam onde o Estado não governa. Este caso acompanha o que é a reparação social quando uma empresa está a recomprar a confiança que ela própria gastou.
Bukavu · Goma · Kisangani
A cervejeira manteve os camiões a circular pagando a grupos armados. Depois escreveu uma política de direitos humanos.
A filial congolesa de uma empresa-mãe neerlandesa pagou durante anos impostos ilícitos a grupos rebeldes. Perguntamos se a política que se seguiu mudou a pegada de conflito ou apenas os relatórios.
Dhaka · Gazipur · Chattogram
Treze anos depois do Rana Plaza, o comprador diz que os seus próprios subcontratados minam o salário que prometeu.
Um retalhista sueco defendeu publicamente um salário digno dentro de uma estrutura de aprovisionamento que torna esse salário inexigível. O caso pergunta se um grande comprador consegue mover uma indústria que não lhe pertence.
Cabo Delgado · Palma · Maputo
Um projeto de gás de vinte mil milhões de dólares prometeu empregos a Cabo Delgado. A insurgência chegou primeiro.
O que custa uma promessa empresarial não cumprida às pessoas que acreditaram nela? É em Palma que essa pergunta se coloca com mais nitidez, e é lá que uma empresa gere as consequências de uma presença que passou a fazer parte do conflito.
Kyiv · Lviv · Dnipro
Uma empresa, dois lados. Vinte milhões de dólares investidos na Ucrânia, trinta milhões pagos em impostos russos.
Investigadores de ética empresarial defenderam em tempos que as empresas presentes dos dois lados de uma guerra são as mais bem colocadas para mediar a paz. A Ucrânia é onde esse argumento encontra uma invasão em larga escala.
North Sumatra · Riau · Jakarta
Pode uma plantação alguma vez ser responsável? Sumatra é onde as regras da UE sobre desflorestação encontram o acordo comercial da UE.
Uma cadeia alemã de supermercados de desconto está entre os maiores compradores europeus de óleo de palma de Sumatra, numa costura onde um regime da UE restringe as importações e os negociadores comerciais da UE trabalham para as aumentar.
Indonésia · Filipinas · Papua-Nova Guiné · Ilhas Salomão · Malásia · Timor-Leste
Quatro espécies de atum desovam num mar partilhado por seis países. A Europa compra a captura e fixa boa parte das regras com que se pesca.
O Coral Triangle é o berçário do atum comercial do mundo. Este caso segue um comprador europeu através da certificação, das concessões comerciais e das condições a bordo.
Quem está a fazer isto
Equipa completa e grupo de referência →University of Oslo
WP4 · Bangladesh · Indonesia
University of Oslo
WP3 · Mozambique · Coral Triangle
Universidad de los Andes
WP2 · Colombia
American University of Sharjah
WP1 · Ukraine
University of Tennessee at Chattanooga
American University of Sharjah
Lebanon
London School of Economics and Political Science (LSE)
DR Congo
London School of Economics and Political Science (LSE)
Political economy of conflict · Southeast Europe
Oito perguntas
- Como é que as diferentes interpretações do propósito empresarial influenciam a ação das empresas em sociedades frágeis?
- Como são as iniciativas de propósito social das empresas compreendidas e avaliadas pelas comunidades locais?
- Como é que os reguladores europeus definem a agenda do propósito empresarial, e com que fins?
- Que iniciativas sociais é que as empresas concretizam, e como é que chegam às comunidades?
- O que decidem, na prática, os CEO, os conselhos de administração e os diretores nacionais, e porquê?
- Onde é que a agenda do propósito empresarial é sensível ao género, e onde é que não é?
- Pode um propósito social reforçado melhorar a estratégia de uma empresa em contextos frágeis?
- O que nos diz uma teoria dos stakeholders alargada sobre os grandes desafios?